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  • Foto do escritorLara

CRENÇAS

Nos libertam ou nos aprisionam.


Nós, algumas vezes na vida, precisamos nos perguntar aonde nossas crenças nos levam.


Crença não se refere somente a fé religiosa, mas também a um estado, a um processo mental ou atitude de quem acredita em alguma pessoa ou coisa ou alguma idéia.


Esse é um ponto importante a se considerar, porque as nossas crenças determinam a nossa vida.


As crenças referem-se às coisas mais simples do nosso dia a dia, como nós definimos ou damos significado a questões como família, religião, espiritualidade, trabalho, politica, responsabilidade, fidelidade… Como eu encaro esses temas determinam a vida que eu levo. E, às vezes, nós nos prendemos a crenças que limitam a nossa vida, nos deixando presos num cárcere mental e emocional.


Quando não fazemos uma análise racional e lógica, quando nós não exercemos a nossa capacidade de raciocinar, nos deixando levar pelas paixões que nos movem, muitas vezes a vida vai trazer arrependimento tardio, remorso, mágoa…


Por vezes admitimos conceitos a respeito de algum aspecto da nossa vida que podem determinar grandes períodos de privações e limitações. Basta observarmos ao nosso redor que percebemos essas situações acontecendo conosco e com outras pessoas.


Por exemplo, na questão da família, um mãe e um pai que acreditam que devem proteger seu filho das dificuldades da vida a pretexto de amá-lo, impedindo que o filho enfrente os problemas sozinho para que ele não sofra. Vejam, nós habitamos um planeta de provas e expiações, então é claro que cada um de nós precisa enfrentar as suas provas. Quando não permitimos que um filho enfrente as dificuldades, a dor e o sofrimento, estamos impedindo que esse filho, que é um espírito em evolução como nós, cresça, desenvolva seu caráter e suas capacidades espirituais, ou seja, impedimos o seu progresso. Cada um de nós, inclusive aqueles que nós amamos, precisa enfrentar as situações de dificuldade com responsabilidade para promover a reeducação do espírito e o devido reajustamento  às Leis  de Amor do Pai, nos libertando consciencialmente.


Outro exemplo é a questão dos relacionamentos afetivos. Quantas vezes vemos uma parte se submeter a outra porque caso contrário eles não ficarão juntos? É um sistema de crenças que leva a relações doentias, de dependência, de interferência nas escolhas que são próprias do outro, e, por vezes, essas interferências são tão profundas que causam afastamento de outras relações afetivas. Tudo isso porque a pessoa estabeleceu para si um sistema de crenças falido, doente. A pessoa se prende àquela idéia e não vê alternativa. Só que isso vai gerar sentimento de culpa e de mal-estar até que esse ciclo seja quebrado.


Podemos abordar a questão da espiritualidade, da religiosidade. Dependendo do sistema de crenças que se adota a religião tanto pode trazer benefícios, pode ser sustentação na vida do indivíduo, como também pode levar ao fanatismo, ao fundamentalismo religioso e ao preconceito. Eu penso que a busca pela espiritualidade conduz à experiência religiosa, mas essa experiência religiosa tem que transcender e proporcionar o amadurecimento necessário para que cada um de nós possa combater em si mesmo o orgulho, o egoísmo, a vaidade, as paixões materiais e a ignorância.


A crença é um ato de entendimento que, por isso mesmo, não pode ser imposta. - Allan Kardec

Emmanuel diz no livro Justiça Divina, pela psicografia de Chico Xavier, que cada consciência cultiva a fé segundo o degrau evolutivo em que se coloca ou de conformidade com a posição circunstancial em que vive.


Um ponto interessante a ser analisado é a necessidade de nós percebermos que quando a vida não está boa é necessário que façamos uma revisão dos nossos conceitos e do nosso sistema de crenças.

É  preciso perguntar a nós mesmos: por que eu tenho essa crença? para quê eu tenho essa crença? onde essa crença está me levando? eu estou feliz? eu estou realizado? eu estou prejudicando alguém? eu estou triste?

Eu penso que fazer essa revisão de crenças é fundamental para a libertação da nossa própria consciência, para que possamos ser livres pensadores, utilizando a nossa capacidade de raciocinar, de analisar, de estabelecer um juízo de valor correto.



Liberdade ou prisão?


A libertação da nossa consciência dos enganos, do orgulho, da vaidade, do egoísmo passa muito por uma ponderação que o Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, faz no livro Justiça Divina: Sabemos que a individualidade consciente é responsável pelos próprios destinos; que a Lei funciona em cada Espírito, atribuindo isso ou aquilo a cada um, conforme as próprias obras; que Deus é o Infinito Amor e a Justiça Perfeita, e que as forças do Universo não acalentam favoritismo para ninguém. Todavia, conquanto sustentando a fé raciocinada, nos alicerces do livre exame, cabe-nos, sem qualquer atitude louvaminheira para com os tabus e preconceitos que ainda enxameiam no campo religioso da Terra, o dever de clarear o caminho dos nossos irmãos de Humanidade, em bases de auxílio, de vez que o Criador concede à criatura os meios indispensáveis para que efetue, por si mesma, a própria libertação.


Cada um de nós adota para si mesmo um sistema de crenças. Da mesma forma, cabe a cada um de nós avaliarmos se esse sistema que adotamos é bom ou mal, se nos liberta ou se nos aprisiona.


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