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DÚVIDA

Você ainda duvida da existência de Deus?


Muitos tem tentado, há bastante tempo, desacreditar a existência do Pai, Criador de tudo o que existe.


Há muito a ciência tenta provar a existência ou a inexistência de Deus através das leis da física. E nós podemos nos perguntar: porque os cientistas e os físicos tem tanto interesse nisso? Será para desmerecer a religião? Alguns realmente querem isso mesmo, fazer da crença em Deus algo inútil, que não tem amparo científico. Mas a maioria não, porque cientistas são pessoas como nós, e eles tem esse interesse adicional que é querer desvendar os ditos mistérios do universo, eles querem conhecer.


Mas está chegando o momento em que a ciência, sem querer, vai fazer contato com o mundo espiritual. E isso vai mudar tudo.


Certa vez perguntaram para Einstein se ele encontrou Deus através das proposições cientificas , e ele respondeu assim: Encontrei Deus no universo, na perfeição e na beleza de suas leis.


Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. - 1 João 4:8. Essa para mim é a melhor definição de Deus: Amor.


No Livro dos Espirítos, de Allan Kardec, a primeira pergunta feita é O que é Deus? E os espíritos respondem: é a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas.


E o que é essa inteligência suprema? É a inteligência que governa todas as coisas, que governa os mundos. E essa inteligência se manifesta por leis, leis que são sábias e profundas, que ordenam e conservam o universo.


A ciência trabalha para demonstrar a ação das leis naturais, que uma Lei suprema liga, abraça, para constituir a harmonia universal.

Por essa Lei, uma Inteligência soberana revela a razão mesma das coisas, Razão consciente, Unidade universal para onde convergem, ligando-se e fundindo-se, todas as relações, onde todos os seres vêm haurir a força, a luz e a vida; Ser absoluto e perfeito, fundamente imutável e fonte eterna de toda a ciência, de toda a verdade, de toda a sabedoria, de todo o amor. - Léon Denis

Causa significa origem, motivo, razão, ou seja, causa é aquilo que determina a existência de alguma coisa ou de um acontecimento. Causa significa agente, ou seja a pessoa que pratica uma ação, que age, que produz um efeito, que origina.


Kardec pergunta então o que é o infinito e se podemos dizer que Deus é o infinito. E que resposta os espíritos dão! Infinito é aquilo que não tem começo nem fim, é o desconhecido. E dizer que Deus é o infinito é uma definição incompleta, devido a nossa pobreza de linguagem nós não temos como definir as coisas que estão além da nossa inteligência.


Deus ainda é insondável para a nossa humanidade, pois falta-nos um sentido, o sentido próprio para vermos e compreendermos a sua essência, a sua natureza íntima.


Vamos lembrar que no livro Gênesis da Bíblia está escrito assim: E Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Mas nós queremos definir Deus pelo que nós somos, atribuir a Deus uma característica antropomórfica, ou seja, imaginar a divindade com as mesmas feições físicas e os mesmos sentimentos e paixões humanos. Daí talvez tenha surgido a ideia de representar Deus como o velhinho de barba branca, cajado, cheio de ira e cólera, ciumento e vingativo, por vezes até cruel, como são os homens…


Allan Kardec, no livro A Gênese, diz: "São ridículas essas imagens em que Deus é representado pela figura de um ancião de longas barbas e envolto num manto. Têm o inconveniente de rebaixar o Ente supremo até às mesquinhas proporções da Humanidade. Daí, estão a um passo de atribuírem a Ele as paixões humanas e a fazerem d'Ele um Deus colérico e ciumento.”


Existe um conceito filosófico denominado Teísmo que defende a existência de deuses, ou seja, entidades divinas superiores que teriam sido as responsáveis pela criação do Universo e todas as coisas que nele existem, e podemos dividi-lo em: monoteísmo (crença em um só Deus); politeísmo (crença em vários deuses); e henoteísmo (crença em vários deuses, sendo que um é supremo a todos). Desta forma, os teístas são formados tanto por cristãos (monoteístas), pois acreditam em apenas um único Deus; e por hindus (politeístas), que creem em vários deuses. Em contra ponto ao Teísmo nós temos o Ateísmo que não crê na existência de qualquer divindade.

O conceito da existência de Deus, de uma divindade, é instintivo até no homem mais primitivo, desde os tempos mais remotos todos os povos desenvolveram uma crença sobre a ideia da divindade, com variadas interpretações sobre a sua essência.


Em minha opinião, essa ideia é instintiva porque se as leis de Deus estão inscritas em nossa consciência, por mais primitivo seja o homem, a ideia de Deus é latente na sua própria consciência. O que corrobora meu pensamento é a própria indagação de Kardec: se o sentimento íntimo da existência de Deus não é fruto da nossa educação. Os espíritos respondem com uma pergunta inteligente: então porque os povos selvagens também teriam esse sentimento?

Quando Kardec pergunta se podemos encontrar prova da existência de Deus ele é respondido que não há efeito sem causa. Ou seja, justamente se procurarmos a causa de tudo que não é obra do homem, será obra de quem?


Léon Denis no livro O grande enigma levanta a seguinte questão: há uma finalidade, uma lei no universo? Esse universo é apenas um abismo no qual o pensamento se perde por falta de ponto de apoio, é uma folha morta ao influxo do vento? Ou existe uma força, uma esperança, uma certeza que nos possa elevar acima de nós mesmos a um fim superior, a um princípio, a um Ser em que se identifiquem o bem, a verdade, a sabedoria; ou terá havido em nós e em redor de nós apenas dúvida, incerteza e trevas?


Nós vemos que o homem sempre está voltando seus olhos em direção a vastidão e as profundezas do céu procurando resposta, solução, para os grandes problemas do mundo, para os problemas da vida.


Léon Denis diz que duas coisas aparecem a primeira vista quando analisamos essas questões: a matéria e o movimento, a substancia e a força.


Kardec faz essa indagação aos espíritos: se não poderíamos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria. E os espíritos respondem com outra pergunta: Mas então qual seria a causa dessas propriedadeS? Se assim fosse nós estaríamos tomando o efeito pela causa, porque essas propriedades da matéria são em si um efeito. Se elas são um efeito, qual é a causa? O acaso? O acaso pode ser considerado um ser inteligente? O que é o acaso? Nada. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e se isso acontece só pode haver um poder inteligente por traz de tudo.


Léon Denis, no livro O Grande Enigma, faz a seguinte ponderação: Os mundos são formados de matéria, e essa matéria, inerte por si mesma, se move. Quem, pois, a faz mover-se? Qual é essa força que a anima? A força gera o movimento, mas a força não é a lei. Cega e sem guia, ela não poderia produzir a ordem e a harmonia no universo. Estas são, no entanto, manifestas. No cimo da escala das forças, aparece a energia mental, a vontade que constrói as fórmulas e fixa as leis. Toda tentativa da ciência de emprestar à substância inerte uma espontaneidade — capaz de organizar e de explicar a força tem sido em vão. É preciso, pois, aceitar a necessidade de um primeiro motor transcendente para explicar o sistema do mundo, toda essa mecânica celeste.


Aristóteles já discutia essa questão de física e metafísica por volta de 350 a.c, quando ele propôs a causa primeira, o motor imóvel. Para Aristóteles, o primeiro motor imóvel é o ser absolutamente perfeito (ato puro), imutável e causa primeira absoluta de todo o movimento existente no nosso mundo. Ele é imóvel não porque é incapaz de agir, mas sim porque não recebe qualquer mudança em seu ser.


Neste ponto, faz-se necessária uma explicação:

Motor significa o agente da mudança, aquele que causa o movimento da potência ao ato. Por exemplo, o carpinteiro é o motor do movimento que faz da madeira, uma mesa em ato.

Móvel (ou movido) significa aquilo que recebe a mudança, que sofre o movimento, neste nosso exemplo é a madeira. Todos os seres físicos e naturais do nosso mundo (animais, plantas, humanos, estrelas) são seres móveis.


Sócrates, filosofo da Grécia antiga, por volta de 440 aC já fazia referencia o termo Théos (Deus) que também foi usado nos Diálogos de Platão, que era seu discípulo, como também na obra Memoráveis de Xenofonte, que também era discípulo de Socrátes. Para Xenofonte Theos é "Aquele que coordena e mantém unido o universo, onde todas as coisas são justas e boas, e as apresenta sempre intactas, sãs e sem idade para nosso uso, e mais rápido do que se pensa para nos servir infalivelmente, é manifesto em suas obras supremas e ainda assim não é visto por nós na ordenação delas."


Essa questão trazida por Xenofonte: Ser manifesto em suas obras supremas, é tratada também por Allan Kardec no Livro dos Espíritos: Onde se pode ver, na causa primária, uma inteligência suprema, superior a todas as outras? Kardec é respondido assim: pela obra se conhece o autor. Vede a obra e procurai o autor. É o orgulho que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite fora de si, e é por isso que se considera um espírito forte. Pobre ser que um sopro de Deus pode abater.

Se crês em Deus, caminharás sem aflição e sem medo, nas trilhas do mundo, por maiores surjam perigos e riscos a te obscurecerem a estrada, porquanto, ainda mesmo à frente da morte, reconhecerás que permaneces com Deus, tanto quanto Deus está sempre contigo, além de provações e sombras, limitações e mudanças, em plenitude de vida eterna. - Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier

Allan Kardec, no livro A Gênese, no capítulo II item 5 nos diz que se o homem lançar o olhar em torno de si, sobre as obras da Natureza, notando a providência, a sabedoria, a harmonia que gerem essas obras, o observador reconhece não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais poderosa inteligência humana. Ora, desde que o homem não pode produzir tais obras, é que elas são produto de uma inteligência superior à Humanidade — a menos que alguém sustente que há efeitos sem causa.”


A existência de Deus se evidencia pelas suas obras. O Pai, se revela a nós, aos homens, na medida em que nós nos qualificamos para compreender a natureza divina. A natureza do Pai é abundante em sabedoria, amor, misericórdia, justiça e bondade. E como nos qualificamos? Pelo conhecimento, autoconhecimento e prática do bem.


Em todos os tempos, nós nos voltamos para Deus, para agradecer ou para pedir. A queixa humana sobe para esse Espírito divino, para essa Alma do mundo que se honra sob nomes diversos, mas que, sob tantas denominações: Providência, grande Arquiteto, Ser supremo, Pai celeste, Deus, Todo, Tao, é sempre o Centro, a Lei, a Razão universal, em que o mundo se conhece, se possui, encontra sua consciência e seu eu.


Paulo, no Atos dos Apóstolos 17:27-28, nos diz: "Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.'Pois nele vivemos, nos movemos e existimos', como disseram alguns dos poetas de vocês: também somos descendência dele.”


Hermes Trismegisto, no Antigo Egito, já ensinava que tudo tem sua existência na mente do Todo, em cuja Mente vivemos, movemos e temos nossa existência.


Lao Tse no Tao Te Ching o livro do caminho e da virtude diz: A fonte de todo movimento é o Tao. Quem pode declarar sua natureza? Ela está além dos sentidos, e ainda assim todas as formas sensíveis se mesclam em sua substância. Ela está além dos sentidos, e ainda assim tudo o que é percebido se oculta em sua substância. Ela está além dos sentidos, e ainda assim todos os seres vivem mergulhados em sua substância. Assim como foi no início, é neste momento, e sempre será... Em seu nome tudo ocorre sem cessar, tudo flui em ciclos de amor e de beleza!


Ora, então podemos deduzir que Deus é a Vida dentro da vida que somos nós.


A linguagem humana é, entretanto, impotente para exprimir a ideia do Ser infinito. Todas as definições são insuficientes e, de certo modo, induzem a erro. Entretanto, o pensamento, para se exprimir, precisa de termo. O menos afastado da realidade é aquele pelo qual os padres do Egito designavam Deus: “Eu sou, isto é, Eu sou o Ser por excelência, absoluto, eterno, e do qual emanam todos os seres”.


Léon Denis dizia: Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que o queres conhecer, e sim no templo eterno da natureza, no espetáculo dos mundos a percorrer o Infinito, nos esplendores da vida que se expande em sua superfície, na vista dos horizontes variados: planícies, vales, montanhas e mares que a tua morada terrestre te oferece.


Deus e nós


Esse grande Ser, absoluto, eterno, que conhece as nossas necessidades, ouve o nosso apelo, nossas preces, que é sensível às nossas dores, é qual o imenso foco em que todos os seres, pela comunhão do pensamento e do sentimento, vêm haurir as forças, o socorro, as inspirações necessárias para os guiar na senda do destino, para os suster em suas lutas, consolar em suas misérias, levantar em seus desfalecimentos e em suas quedas.


Jesus nos disse: "Pois um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus." (Mateus 23:9) Fortalecer, passo a passo, nossa relação com o Pai, que nos ama incondicionalmente e nos incentiva a todo instante a sermos melhores, deve ser o nosso objetivo diário.


O ser sobe, um a um, os degraus da escadaria gigantesca que conduz a Deus. E cada um desses degraus pode representar para o ser uma longa série de séculos.


No livro O grande enigma, de Léon Denis, há uma belíssima exaltação a Deus:

"É a ti, ó Potência suprema! Qualquer que seja o nome que te deem e por mais imperfeitamente que sejas compreendida; é a ti, Fonte eterna da vida, da beleza, da harmonia, que se elevam nossas aspirações, nossa confiança, nosso amor."


Rendamos graças ao ao Pai por tudo, pela vida, por seu amor, sua misericórdia e sua justiça.


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