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RENOVAÇÕES INEVITÁVEIS

Evoluir exige renovação e aperfeiçoamento.


Todos nós já ouvimos em algum momento da nossa vida que é necessário RENOVAR.


Mas o que é renovar? Renovar é fazer ficar como novo, alterar-se para melhor, substituir por mais novo, aperfeiçoar.


E porque é necessário promover a nossa renovação? A evolução exige renovação, aperfeiçoamento. A evolução é processo de desenvolvimento progressivo, tanto biológico como espiritual, onde tudo se aperfeiçoa.



Não extingais o Espírito. Paulo 1 Tessalonicenses 5:19

Quando Paulo fez essa advertência, ele não disse que o Espírito pode ser destruído, mas que é necessária a renovação da atitude mental de todos aqueles que vivem sufocando em si mesmos as tendências superiores.


Quantas vezes não vemos pessoas, que são boas, fazem o bem, mas que agem contra a sua própria consciência sufocando o crescimento espiritual. Nós estamos no mundo na condição de aprendizes, em processo de aprendizado, para que tenhamos condição de, através de nosso próprio esforço, nos erguermos do mundo na qualidade de Espíritos gloriosos.


Esta é a maior finalidade da escola humana, da reencarnação, e foi abordada por Allan Kardec na pergunta 132 de O Livro dos Espíritos: Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição.”


Mas quantos de nós nos demoramos longe das verdades espirituais, da grande verdade. O homem, muitas vezes, prefere ainda os enganos do mundo material, se deixando dominar pelas paixões inferiores. E só a muito custo se abre para o entendimento das realidades da vida espiritual.


Não podemos asfixiar em nós mesmos os germens da vida edificante, mais equilibrada, voltada para o amor, que nascem a cada dia em nosso coração sob o  influxo de amor do Pai Misericordioso.


Independente de querermos ou não reconhecer a verdade, o fato é que estamos mergulhados no oceano da Energia Divina como nos diz Emmanuel no livro Encontro Marcado, pela psicografia de nosso querido Chico Xavier.


Emmanuel diz que nós, porém, — as criaturas humanas, — somos almas conscientes, erguidas ao regime da responsabilidade pessoal ante os privilégios da razão e, conquanto “existamos e nos movamos em Deus”, conforme a feliz assertiva do apóstolo Paulo, somos livres para pensar, imaginar, criar e estabelecer, gerando causas e consequências na esfera de nossos próprios destinos.  Daí, a necessidade de nos enquadrarmos nos planos do Supremo Pai, quanto à edificação da felicidade de todos, aceitando e abençoando as renovações que se nos façam indispensáveis.


Vejam, quando renascemos na Terra, é mais que justo que estejamos, cada um de nós, sob a influência de quantos se tornaram cúmplices conosco nos enganos, na criminalidade ou na sombra, e quase sempre estão em posição de implacáveis credores de nossa vida, exigindo-nos pagamento ou reparação. E, como a grande maioria de nós tem no passado gravames deploráveis e contas sombrias, é necessário que nós façamos o devido pagamento aos nossos credores. Não é só necessário, é a Lei de justiça do Pai atuando em favor de todos nós.


Emmanuel explica que essas situações de entrelaçamento com aqueles que nos comungam o erro, o delito, o engano, são de natureza deprimente e perturbadora, e muita vez constrangendo-nos a incidir, a cair nos mesmos erros que nos tisnam, que escurecem as consciências e nos dilaceram os corações.


O livro Nas Voragens do Pecado, de Yvonne do Amaral Pereira, pelo espírito Charles, fala exatamente disso, dessa entrelaçamento de criaturas, que diante do desespero, se juntaram para a prática de ações delituosas.


A alma infeliz que, não sendo bastante generosa e heroica para perdoar e esquecer as ofensas recebidas e voltar-se para o amor do Pai Todo-Poderoso, em cuja crença encontraria refrigério para todas as desgraças e opressões; o pensamento, que, harmonizado com as revoltas do coração descrente, prefere irradiar sinistras correntes transmissoras de sentimentos ímpios, agressivos, necessariamente para si mesmo atrairá correntes outras, afins com as que de si partiram, com estas se enlaçando em conluio de vigorosos incentivos, até as explosões máximas das realizações criminosas, mentalmente criadas em momentos sombrios de desesperações. - Yvonne A. Pereira pelo espírito Charles

No livro há a informação de que até hoje esses espíritos tem lutado para se reerguer das situações trágicas em que se envolveram. O fato aconteceu no século XVI (1572).


É por isso que, durante as nossas encarnações, somos frequentemente assaltados por situações aflitivas que procedem do Plano oculto, em qualquer idade e em toda situação. Muitas vezes encontramos problemas na juventude, situações de desequilibrio, doença… outras vezes é no casamento, nas relações sentimentais que se tornam amargas, outras vezes essas situações aflitivas aparecem esfera da profissão, em todo o tempo nós podemos recolher essas impressões de dolorosas inquietações.


Para todos os problemas dessa natureza, diz Emmanuel, é preciso reconhecer que só o bem puro e espontâneo é remédio justo e eficaz. Emmanuel diz que somos seguidos pela influência que aliciamos, como quem apenas recolhe da gleba plantada aquilo que semeou.


Somente quando perseveramos no bem, somente ao preço de perdão e renúncia, amor e desinteresse, por vezes com o sacrifício de nossa própria felicidade, é que operaremos em nós e nessas criaturas que se associaram a nós na sombra da delinquência e da rebeldia de ontem a necessária renovação, para que a liberdade nos favoreça na reconquista da Luz.


A Lei Divina, de cuja execução não podemos nos desvencilhar, nos constrange a colaborar na sustentação da harmonia geral. Para isso precisamos acreditar na força do bem e cooperar com as forças superiores da vida a cada passo.


Emmanuel, na mensagem Renovações,  no livro Encontro  Marcado, faz uma interessante analogia: Comparemos a nossa tarefa a um navio lançado ao mar. Tempestades sobrevêm e rochedos surgem, obrigando-nos, muita vez, a mudanças de rumo; no entanto, se cada um de nós se mantém fiel no posto de trabalho a que foi conduzido, com aplicação sincera ao próprio dever, nenhum perigo nos impelirá a desastre, porque, se o homem coopera, Deus opera, e se nós, — a Humanidade, — somos a equipagem na embarcação enorme do mundo, é preciso jamais esquecer que Deus está no leme.


Se a vida nos chama a realizar as alterações necessárias em nossa caminhada, devemos agradecer ao Pai a bendita oportunidade de renovação, analisando, dentro de nossas possibilidades, como podemos contribuir por nossa vez em Sua grandiosa obra. Peçamos ao Criador que o nosso auxílio possa ser utilizado da melhor forma, para que possamos contribuir com o progresso e aprimoramento de nós mesmos e da humanidade.


Se ontem tivemos o espírito ferido em situações desagradáveis, e nós guardamos na memória a figura daquele que nos feriu como uma presença difícil, isso não quer dizer que devamos carregar no coração o retrato desse alguém conservado em vinagre. Porque se ontem fomos feridos, com certeza, ferimos também. Como nos diz Emmanuel, o que importa é reconhecermos que renovação e entendimento são cultiváveis no solo da alma e como acontece a qualquer coisa que plantemos é necessária a cuidadosa atenção da nossa parte, assim como o agricultor que cultiva bem a sua lavoura.


Quando compreendemos que a renovação parte de nós mesmos, dentro de cada um, aí é possível iniciar o trabalho da rearmonização, imaginando que depois das situações desagradáveis que passamos com alguém é provável que tenhamos ficado na lembrança da criatura que nós sentimos como presença difícil, como sendo uma presença mais difícil ainda.


Ao reconhecermos essa situação, nós poderemos partir para a extinção definitiva do mal, afinando as cordas do sentimento pelo diapasão da tolerância, para que nós não venhamos a falhar na execução da parte que nos compete no palco da vida, na orquestra da fraternidade humana, onde Jesus é o dirigente perfeito. Vamos refletir na presença de Jesus em nosso campo íntimo. Quando nós aceitamos verdadeiramente a liderança e a tutela do mestre nazareno, a cada ensinamento, a cada benção, nosso coração se transforma, se renova pelo amor e pela luz do Cristo.


Emmanuel diz que as sombras de mágoas, preconceitos, ressentimentos, pontos de vista e opiniões descabidas vão cedendo lugar, na floresta de nossos pensamentos obscuros, a clareiras de luz que acabam por mostrar-nos a infantilidade e a inconveniência das nossas atitudes menos felizes, à frente do próximo.


Tenhamos em mente que do mesmo modo que Jesus opera em nós as benditas renovações no templo de nossa vida interior, ele realiza esse mesmo trabalho nos outros. Diante dos nossos adversários, daqueles que são nossos inimigos, nossos algozes, não é razoável adotar irresponsabilidade ou bajulação para com desequilíbrio ou leviandade, sob o pretexto de se estabelecer a concórdia. O que precisamos é aprender a conservar respeito e simpatia, orando por eles, abençoando-lhes a existência.


Emmanuel nos orienta a termos a certeza de que o Senhor está agindo no coração deles e operando em silêncio, nas entranhas de nossa alma, renovando-nos e aprimorando-nos, de modo a que hoje, aqui, amanhã, mais tarde ou mais além, venhamos a reunir-nos todos, na posição de filhos de Deus, sem tisna de separatividade ou melindre, para trabalharmos, integrados finalmente uns com os outros, na construção do Reino do Amor.


Diante de qualquer empecilho, de qualquer impedimento que tente barrar a nossa jornada evolutiva, vamos procurar a superação deles, através da ação contínua no bem de todos.


Existem muitas criaturas que regressam ao plano espiritual após a reencarnação pela mesma porta da ignorância e da indiferença pela qual entraram.


Ao fim de cada dia nós devemos interrogar a nós mesmos: — “Que fiz hoje? Eu me dispus a renovação necessária e inevitável? Eu acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou desenvolvi as qualidades elevadas do Espírito que desejo reter amanhã?”


Estamos realmente dispostos a proceder a nossa própria renovação? Empenharemos nossa vontade nesse propósito? Darei o melhor de mim mesmo nessa tarefa? São escolhas que todos e cada um de nós deve fazer.

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