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  • Foto do escritorLara

ABORTO

O holocausto silencioso.



Tenho pensado muito ultimamente na política que alguns países tem adotado aprovando legislações que permitem o aborto.


A triste e preocupante saída do Brasil do Consenso de Genebra contra o aborto nos dá uma ideia do que querem para o nosso país.


Você já viu como é realizado o aborto? Tem alguma ideia de como o feto se comporta ante o aborto? Se você não sabe, eu recomendo que você procure saber antes de formar a sua opinião a favor do aborto. Faça uma pesquisa, analise sem paixão ideológica essa questão.


Foi pesquisando os dados da OMS que fiquei completamente espantada com o número de abortos realizados no mundo anualmente: 73 milhões de abortos. Sim, é este o número que consta no ONU News, em matéria publicada em 22 de janeiro de 2022. 73 milhões de abortos. 73 milhões de vidas interrompidas de forma cruel e violenta. 73 milhões de espíritos que não puderam vir ao mundo material para o seu melhoramento, aperfeiçoamento e também para realizar os resgates necessários. Se você quiser verificar a informação basta acessar o link: https://news.un.org/pt/story/2022/01/1777752


Se compararmos o numero de abortos realizados em um único ano (73 milhões) com o número de mortos na segunda guerra mundial (estimativa de 70 a 85 milhões), que durou de 1939 a 1945 - 6 anos, ficamos estarrecidos. É um verdadeiro holocausto.


Pergunto-me aonde queremos chegar como humanidade. Porque permitir esse holocausto silencioso, contra vítimas que não podem se defender, é insanidade e desumanidade. Aliás, a tentativa de desumanizar o feto no ventre alegando que ele é somente um amontoado de células, que ele não possui consciência, que não possui capacidade cognitiva, enfim, que não está vivo, é completamente absurda e irracional.


A foto que ilustra esse texto é de Samuel Alexander Armas que ficou famoso mundialmente por protagonizar uma curiosa imagem: sua pequenina mão de bebê aparece fora do útero de sua mãe segurando o dedo de um cirurgião. Em 19 de agosto de 199, um procedimento pioneiro estava sendo realizado por uma equipe médica: uma intervenção cirúrgica em um bebê de apenas 21 semanas de gestação. Ainda dentro da barriga de sua mãe, Samuel foi diagnosticado com espinha bífida, um problema congênito acarretado pela malformação da coluna espinhal e da coluna vertebral. A foto, tirada pelo fotógrafo Michael Clancy, foi publicada pelo jornal USA Today e ganhou o apelido de “Mão da Esperança”, repercutindo mundialmente. Atualmente Samuel usa aparelhos nas pernas e cadeira de rodas para auxiliá-lo com a locomoção, mas tem a vida de um jovem comum. Você pode conferir a história de Samuel Armas aqui: https://www.hypeness.com.br/2017/05/menino-que-agarrou-mao-de-medico-de-dentro-do-utero-em-famosa-imagem-ja-tem-16-anos/


Se o bebê é só um amontoado de células, porque desenvolver tecnologia e aperfeiçoar procedimentos para realizar uma cirurgia no bebê ainda no ventre materno? São perguntas como essa que devemos fazer a nós mesmos frente aos inúmeros e variados casos em que se optou pela vida e não pela morte.


Quase toda religião condena o aborto. O espiritismo nos esclarece que o aborto é crime. No Livro dos Espíritos, as questões 357 a 359 tratam sobre o aborto. A pergunta 358 feita por Allan Kardec: O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a poca da concepção? A resposta dos espíritos: "Há sempre crime quando se transgride a lei de Deus. A mãe ou qualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento." A única exceção, os espíritos esclarecem, é no caso em que a vida da mãe estaria em perigo pelo nascimento da criança.

Ainda assim, se um ser humano se te incorpora à existência humana, não o condenes à morte. Compadece-te do companheiro que se encontra contigo ou que se te vincula ao coração, por enquanto sem voz para defender-se. Além disso, é lícito considerar que se a criatura hoje ao teu lado te pede a bênção para nascer, transformando-se em motivo de preocupação ou desgosto, é possível que essa mesma criatura se te converta amanhã em base de sustentação e de alegria no caminho do amor, para a obtenção de mais luz. - Chico Xavier pelo espírito Emmanuel

Deus recompensa a cada um segundo as suas obras. Desse modo, tanto a mulher como o homem recolhem para si as responsabilidades pelo crime cometido. Sempre há consequências referentes às escolhas que fazemos.


Para a mulher, o aborto causa desajustes das energias psicossomáticas, de forma mais contundente desequilibra o centro de força genésico (responsável pelo funcionamento dos órgãos de reprodução e das emoções sexuais), implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que, no tempo certo, frutificarão. Par a mulher a responsabilidade pelo aborto é maior porque ela desertou do compromisso assumido frente à vida que ela prometeu honrar através da maternidade. No homem, o resultado deste ato, aparece quase sempre em reencarnação imediata àquela na qual se envolveu com o aborto, na forma de doenças no órgão reprodutor masculino e distúrbios mentais com evidente obsessão por parte daqueles espíritos que ainda tem dificuldades em perdoar a sua deserção do papel de pai.


Como nos diz André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, no livro Evolução em Dois Mundos: "Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino."


Não devemos excluir nunca das decisões a serem tomadas em nossa vida o fator espiritual, afinal somos espíritos vivendo experiências sucessivas na matéria.


Consequências


As consequências do aborto, tanto para a mãe quanto para o filho, são inquietantes e imprevisíveis. Imagine o desapontamento, a tristeza e a dor do espírito que necessita da reencarnação e se vê, inesperadamente, debaixo da fria e descaridosa expulsão de seu corpo do ventre materno, a pancadas de instrumentos cortantes ou a jatos de venenosos agentes químicos.


Que sentimentos esse espírito teria na posição do ser rejeitada a golpes e injúrias durante o processo de renascimento no plano material? Para ilustrar toda essa problemática, leia o texto psicografado por Chico Xavier. É um exemplo do que acontece.


SEARA DE ÓDIO

Chico Xavier pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos), livro Contos e Apólogos


— Não! Não te quero em meus braços! — Dizia a jovem mãe, a quem a Lei do Senhor conferira a doce missão da maternidade, para o filho que lhe desabrochava do seio. — Não me furtarás a beleza! Significas trabalho, renunciação, sofrimento…

— Mãe, deixa-me viver!… — Suplicava-lhe a criancinha no santuário da consciência, — estamos juntos! Dá-me a bênção do corpo! Devo lutar e regenerar-me. Sorverei contigo a taça de suor e lágrimas, procurando redimir-me… Completar-nos-emos.

Dá-me arrimo, dar-te-ei alegria. Serei o rebento de teu amor, tanto quanto serás para mim a árvore de luz, em cujos ramos tecerei o meu ninho de paz e de esperança…

— Não, não….

— Não me abandones!

— Expulsar-te-ei.

— Piedade, mãe! Não vês que procedemos de longe, alma com alma, coração a coração?

— Que importa o passado? Vejo em ti tão somente o intruso, cuja presença não pedi.

— Esqueces-te, mãe, de que Deus nos reúne? Não me cerres a porta!…

— Sou mulher e sou livre. Sufocar-te-ei antes do berço…

— Compadece-te de mim!…

— Não posso. Sou mocidade e prazer, és perturbação e obstáculo.

— Ajuda-me!

— Auxiliar-te seria cortar em minha própria carne. Disputo a minha felicidade e a minha leveza feminil…

— Mãe, ampara-me! Procuro o serviço de minha restauração…

Dia a dia, renovava-se o diálogo sem palavras, até que, quando a criança tentava vir à luz, disse-lhe a mãezinha cega e infortunada, constrangendo-a a beber o fel da frustração:

— Torna à sombra de onde vens! Morre! Morre!

— Mãe, mãe! Não me mates! Protege-me! Deixa-me viver…

— Nunca!

— Socorre-me!

— Não posso.

Duramente repelido, caiu o pobre filho nas trevas da revolta e, no anseio desesperado de preservar o corpo tenro, agarrou-se ao coração dela, que destrambelhou, à maneira de um relógio desconsertado…

Ambos, então, ao invés de continuarem na graça da vida, precipitaram-se no despenhadeiro da morte.

Desprovidos do invólucro carnal, projetaram-se no Espaço, gritando acusações recíprocas.

Achavam-se, porém, imanados um ao outro, pelas cadeias magnéticas de pesados compromissos, arrastando-se por muito tempo, detestando-se e recriminando-se mutuamente…

A sementeira de crueldade atraíra a seara de ódio. E a seara de ódio lhes impunha nefasto desequilíbrio. Anos e anos desdobraram-se, sombrios e inquietantes, para os dois, até que, um dia, caridoso Espírito de mulher recordou-se deles em preces de carinho e piedade, como a ofertar-lhes o próprio seio. Ambos responderam, famintos de consolo e renovação, aceitando o generoso abrigo…

Envolvidos pela carícia maternal, repousaram enfim.

Brando sono pacificou-lhes a mente dolorida.

Todavia, quando despertaram de novo na Terra, traziam o estigma do clamoroso débito em que se haviam reunido, reaparecendo, entre os homens, como duas almas apaixonadas pela carne, disputando o mesmo vaso físico, no triste fenômeno de um corpo único, sustentando duas cabeças.


Reflitamos bem antes de nos posicionarmos a respeito das diversas questões que a vida nos apresenta. E não nos esqueçamos de que cada escolha traz consigo a consequência.

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