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CAUSA E EFEITO

As consequências de nossos atos.


O que sentimos, pensamos e fazemos nos levam para a luz ou para as trevas. Nossas escolhas dirigem nossa caminhada.


Eu gosto muito de uma frase de Emmanuel que está no livro Paz e Libertação, pela psicografia de Chico Xavier, em que ele diz: Recordemos que tudo na vida é causa e efeito, ação e retribuição.


Causa significa origem, motivo, razão, ou seja, causa é aquilo que determina a existência de alguma coisa ou de um acontecimento. Causa significa agente, ou seja a pessoa que pratica uma ação, que age, que produz um efeito, que origina.


Efeito é aquilo que é produzido por uma causa; é a consequência, resultado.


A lei de causa e efeito é um dos princípios que regem o Universo. Segundo ela, para toda causa existe um efeito. Ou seja, toda ação gera uma reação.


A Doutrina Espírita explica que tudo se encadeia no Universo. Nada acontece ao acaso. Em tudo há uma seqüência natural de causas e efeitos, ação e reação.


Cada criatura humana, cada um de nós,  se define pela sua consciência. A consciência é que nos separa dos seres irracionais e que nos confere dignidade espiritual. Então, conscientes do que somos e do que fazemos, nós somos naturalmente responsáveis pelos nossos atos. Quando estamos no plano espiritual, livre das ilusões da matéria, a realidade da nossa responsabilidade se acentua e o Espírito pede para voltar à terra, submetendo-se aos sofrimentos que infligiu aos seus semelhantes.


E essa é a perfeição das leis de Deus, que inscritas na consciência de cada um, levam o culpado a pedir o seu próprio castigo e recuperação, pedem a oportunidade de proceder o seu reajuste ante às leis divinas.


A lei de causa e efeito também vale, não só para cada criatura, como para a coletividade. Muitas vezes um grupo de espíritos, comprometidos com o seu passado delituoso, menos feliz, solicita o reajuste em conjunto, para libertação de seus Espíritos. Aí é que vemos as provas coletivas reunindo criaturas para o devido reajustamento às leis de amor do pai.


A lei de Causa e Efeito, por outro lado, dá àqueles que se voltam para o Bem e o Amor, a colheita do frutos como resultado de seus esforços na prática do Bem.


Léon Denis, no livro O problema do ser, do destino e da dor nos diz que  A cadeia onipotente das causas e dos efeitos desenrola-se em mil anéis diversos. Compete nos, assim, em qualquer circunstância, eleger o melhor que o nosso discernimento determinar, porque se a semeadura em qualquer parte é livre, a colheita é compulsória, é obrigatória, e com ela nos defrontamos mais cedo ou mais tarde.


No livro Paz e Libertação, na mensagem A vida eterna, Emmanuel, pela psicografia e Chico Xavier, diz para não nos conformarmos à pura condição de ouvintes, diante das verdades eternas. Como classificar o aluno que estuda indefinidamente, sem jamais aprender, ou o homem que desaprova sem experimentar? Recordemos que tudo na vida é causa e efeito, ação e retribuição. Quem descobre algo de importante para o bem, realmente, não foge a demonstrações. Quem planta com segurança colhe a seu tempo. Quem examina com atenção adquire conhecimento. Quem analisa, com imparcialidade, alcança a luz da justiça. Quem estima as indicações valiosas, procura segui-las. Quem ama auxilia sempre, agindo em favor do objeto amado.


No círculo das ideias superiores, dos ideais mais elevados, a lei não é diferente. Se buscamos o “mais alto”, não podemos recusar o esforço de subir. Se pretendemos nos melhorar, nos aperfeiçoar, não podemos esquecer a disciplina. Se desejamos em nossa vida o equilíbrio é necessário fugir à desarmonia. Aquele que quer alcançar a claridade do topo da montanha, não pode mergulhar o coração nas sombras do vale. Para aperfeiçoar-nos é preciso renovar.


Léon Denis, no livro O problema do ser, do destino e da dor, explica que o único juiz, o único algoz que temos é a nossa própria consciência. Livre dos estorvos terrestres, adquire ela um grau de acuidade, para nós difícil de compreender. Adormecida muitas vezes durante a vida, acorda com a morte e a sua voz se eleva; evoca as recordações do passado, as quais, despidas inteiramente de ilusões, lhe aparecem sob a sua verdadeira luz, e as nossas menores faltas se tornam causa de incessantes pesares.


Senhora do seu destino, a alma tem de sujeitar-se ao estado de coisas que preparou, que escolheu. Todavia, depois de haver feito de sua consciência um antro tenebroso, um covil do mal, terá de transformá-lo em templo de luz. As faltas acumuladas farão nascer sofrimentos mais vivos; suceder-se-ão mais penosas, mais dolorosas as encarnações; o círculo de ferro apertar-se-á até que a alma, triturada pela engrenagem das causas e dos efeitos que houver criado, compreenderá a necessidade de reagir contra suas tendências, de vencer suas ruins paixões e de mudar de caminho. Desde esse momento, por pouco que o arrependimento a sensibilize, sentirá nascer em si forças, impulsões novas que a levarão para meios mais adequados à sua obra de reparação, de renovação, e passo a passo irá fazendo progressos. - Léon Denis

Mas não é sem custo que nossa alma se levantará, que se elevará. O processo de ascensão da alma não ocorre sem dificuldades. As faltas e os erros cometidos repercutem como causas de obstrução nas vias futuras e o esforço terá de ser tanto mais enérgico e prolongado quanto mais pesadas forem as responsabilidades, quanto mais extenso tiver sido o período de resistência e obstinação no mal. Em nossa subida para a vida mais elevada, o passado irá dominar por muito tempo o presente, e o seu peso fará com que nossos ombros verguem mais de uma vez. Mas, a misericórdia do Pai, em forma de mãos piedosas estendem-se para nós e nos ajudam a transpor aqueles obstáculosá mais difíceis em nossa estrada.


Léon Denis esclarece que o nosso futuro está em nossas mãos e as nossas facilidades para o bem aumentam na razão direta dos nossos esforços para o praticarmos. Toda vida nobre e pura, toda missão superior é o resultado de um passado imenso de lutas, de derrotas sofridas, de vitórias ganhas contra nós mesmos; é o remate de trabalhos longos e pacientes, a acumulação de frutos de ciência e caridade colhidos, um por um, no decurso das idades. Cada faculdade brilhante, cada virtude sólida reclamou existências multíplices de trabalho obscuro, de combates violentos entre o espírito e a carne, a paixão e o dever.


A “lei de ação e reação”, ou princípio de causa e efeito, está relacionada à Lei de Liberdade e à sábia manifestação da Justiça e Bondade Divinas.


Os atos praticados contra a Lei de Liberdade, própria ou alheia, nos conduzem à questão do livre-arbítrio, assim resumida: O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências.


No livro O Céu e o inferno, Kardec, no capítulo VI traz o código penal da Vida Futura. É leitura importante e estudo esclarecedor para cada um de nós. Entre outros apontamentos, Kardec nos diz que:


  • O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.


  • O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as consequências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se.


  • Sendo infinita a justiça de Deus, o bem e o mal são rigorosamente considerados, não havendo uma só ação, um só pensamento mau que não tenha consequências fatais, como não há uma única ação meritória, um só bom movimento da alma que se perca mesmo para os mais perversos, por isso que constituem tais ações um começo de progresso.


  • Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga;  se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes,  porque todas as existências são solidárias entre si.  Aquele que se quita numa existência não terá necessidade de pagar segunda vez.


  • O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a consequência das suas imperfeições.  As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências. Pela natureza dos sofrimentos e vicissitudes da vida corpórea, pode julgar-se a natureza das faltas cometidas em anterior existência, e das imperfeições que as originaram.


Léon Denis, vem esclarecer que não há fatalidade. É o homem, por sua própria vontade, quem forja as próprias cadeias, é ele quem tece, fio por fio, dia a dia, do nascimento à morte, a rede de seu destino. A lei de justiça não é, em essência, senão a lei de harmonia; determina as consequências dos atos que livremente praticamos. Não pune nem recompensa, mas preside simplesmente à ordem, ao equilíbrio do mundo moral como ao do mundo físico. Todo dano causado à ordem universal acarreta causas de sofrimento e uma reparação necessária até que, mediante os cuidados do culpado, a harmonia violada seja restabelecida.


Se admitimos a Justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse efeito tem uma causa; e se esta causa não se encontra na vida presente, deve achar-se em vida anterior a esta, porque em todas as coisas a causa deve preceder ao efeito. Portanto, há a necessidade de a alma já ter vivido, para que possa merecer uma expiação.


O Espírito sofre, seja no mundo corporal ou no espiritual, a consequência das suas imperfeições. As misérias, os problemas que vivemos na vida corpórea, tem origem nas nossas imperfeições.


Muitos males que nos afligem têm origem em nosso comportamento na vida atual. Existem enfermidades, limitações e deficiências físicas que são decorrentes de mau uso, isto é, usamos mal o corpo e lhe provocamos estragos. Isso acontece particularmente com vícios e indisciplinas que geram graves problemas de saúde.


Outros males têm origem em vidas anteriores. Há problemas que enfrentamos nesta vida atual que remontam ao mal, aos enganos, aos erros e aos crimes que praticamos em outra vida. É na vida corpórea que o Espírito repara o mal de existências anteriores, pondo em prática resoluções tomadas na vida espiritual. Assim se explicam as misérias e vicissitudes da vida mundana que, à primeira vista, parecem não ter razão de ser. Justa são elas, no entanto, como espólio do passado.


Assim, a quem, então, o homem há de responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem é, em grande número de casos, o causador de seus próprios infortúnios, de sua própria infelicidade. Mas, em vez de reconhecer a verdade, acha mais simples e menos humilhante para sua vaidade acusar a sorte, o outro, a vida e até mesmo a Deus.


O Entendimento da lei de Causa e Efeito nos permite compreender, em plenitude, a justiça perfeita de Deus. Sentimos que tudo tem uma razão de ser, que nada acontece por acaso. Males e sofrimentos variados que enfrentamos estão relacionados com o nosso passado recente ou remoto. É a conta a pagar. Mas há outro aspecto, muito importante: Se a dor é a moeda pela qual resgatamos o passado, Deus nos oferece abençoada alternativa — o Bem. Todo esforço em favor do próximo amortiza nossos débitos, tornando mais suave o resgate.


Sempre há uma relação de causalidade entre o mal que praticamos e o mal que sofremos depois. O prejuízo que impomos ao nosso semelhante é débito em nossa conta, na contabilidade divina.



Compreender para escolher melhor


A Lei de Causa e Efeito faz com que cada um de nós tenha, perante a Providência Divina, uma contabilidade própria com débitos (mal) e créditos (bem).


Nós mesmos somos responsáveis por todas as atitudes infelizes que temos para com os outros, pelos enganos que cometemos, pelos desvarios aos quais cedemos, entretanto, somos também credores por todo bem que fizermos.


Jesus nos disse que “A cada um será dado segundo as suas obras...” E por isso mesmo não podemos nos esquecer de que o bom ou mal uso que fizermos do tempo que nos é concedido é problema particular de cada um. É preciso utilizar bem o tempo, não perdendo de vista o nosso propósito que é fazer o bem e evoluir. Se eu quero um mundo melhor, mais justo e mais feliz, eu preciso ser a causa desse efeito, me melhorando, agindo com mais justiça, mais bondade, mais amor. Porque a felicidade que eu crio para o outro, retorna para mim mim mesmo.


Sabem porque ainda tem tanta gente que sente aversão à Doutrina dos Espíritos? Porque a filosofia dos espíritos, o ensino espírita, com a sua lei das responsabilidades, o encadeamento de causas e efeitos que se desenvolvem no domínio moral, traz um grande embaraço para a criatura que percebe que a responsabilidade pela própria vida, pelos males e pelas alegrias colhidos, é responsabilidade estrita dela mesma.


E quando chega a hora da nossa partida, nós também estamos sob o efeito da lei. As condições boas ou ruins da vida que teremos no mundo espiritual dependem também unicamente da maneira que desenvolvemos as nossas tendências, os nossos apetites, os nossos desejos. É na atualidade que precisamos preparar-nos, agir, reformar-nos, e não no momento em que se aproxima o fim da existência corpórea. É muito infantil de nossa parte acreditarmos que a nossa situação futura depende de certas formalidades mais ou menos bem cumpridas à hora da partida. É a nossa vida inteira que responde pela vida futura; uma e outra se ligam estreitamente; formam uma série de causas e efeitos que a morte não interrompe.


Cada um leva para a vida espiritual e traz novamente para a vida material, no processo de nascer, morrer e renascer outra vez, a semente do seu passado. Essa semente irá espalhar seus frutos, conforme a sua natureza, para nossa felicidade ou para nossa desgraça, na nova vida que iniciamos e até mesmo nas vidas seguintes, se uma só existência não bastar para desfazer as consequências más de nossas vidas passadas. De forma semelhante e ao mesmo tempo, os nossos atos do dia a dia são fontes de novos efeitos e se juntarão às causas antigas, atenuando-as ou agravando-as, formando um encadeamento de bens ou de males que entrelaçarão a teia do nosso destino.


Não há efeito sem causa, como não há parto sem dor, vitória sem combate, triunfo sem esforços. Mas lembremo-nos que, acima de tudo, reina uma perfeita e majestosa Lei de Amor do Pai e que ninguém está abandonado por Deus.


Todas as nossas vidas são solidárias umas com as outras e se encadeiam rigorosamente. Tudo decorre das escolhas que fazemos. As consequências dos nossos atos constituem uma sucessão de elementos que se ligam uns aos outros pela estreita relação de causa e efeito. Em todos os momentos de nossa caminhada sofremos os resultados inevitáveis dessa lei. Nossa vontade ativa é causa geradora de efeitos bons ou maus, mais ou menos longínquos, que recaem sobre nós e formam a trama de nossos destinos.

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