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CONVENCER-SE E CONVERTER-SE

  • Foto do escritor: Lara
    Lara
  • 15 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura

São coisas diferentes.


Muitos, no mundo hoje, se apressam em afirmar que são pessoas convertidas a determinada fé ou crença.


Todavia, a conversão do homem, a qualquer ideia não é tarefa fácil, haja vista que demanda uma transformação profunda em seu modo de sentir, pensar e agir.


Convencer é aceitar, ou fazer alguém aceitar, uma ideia ou admitir um fato, por meio de razões ou argumentos bem fundados.


Converter é mudar, modificar, transformar.


Indubitavelmente, mais fácil é convencer-se do que converter-se a qualquer ideia, considerando todo e qualquer aspecto da vida, seja ele religioso, ideológico ou filosófico.


Nas coisas espirituais, claro, não seria diferente. Quantas criaturas humanas dizem que creem em Deus, em Jesus Cristo, nosso Mestre e Guia? Muitas. E, ainda assim, muito poucos podem realmente declarar: eu estou transformado.


Muito fácil convencer-se alguém da Verdade do Senhor, transformando a vida dos companheiros. Muito difícil, porém, converter-se ao Senhor da Verdade, renovando a própria vida. - Chico Xavier pelo espírito Emmanuel

É realmente difícil a conversão do homem, pois que exige dele uma renovação profunda. O próprio Simão Pedro, discípulo do Mestre Nazareno, teve dificuldades. Pedro sempre foi o mais ativo companheiro de apostolado do Cristo. Durante três anos sucessivos, ele presenciou acontecimentos assombrosos ao caminhar com o Mestre. Viu leprosos serem limpos, viu cegos que voltaram a ver, loucos que recuperaram a razão.


Tantos eventos maravilhosos viu Pedro. Ele deslumbrou-se com a visão do Messias transfigurado no Tabor, assistiu à saída de Lázaro da escuridão do sepulcro, e, todavia, ainda não estava convertido. Pedro precisou de trabalhos imensos, de lutas gigantescas consigo mesmo, necessitou vivenciar difíceis sacrifícios pessoais, para que  ele pudesse converter-se ao Evangelho e dar testemunho do Cristo aos seus irmãos.


Pedro estava convencido que Jesus era o Messias prometido, convenceu-se da beleza dos ensinamentos do Mestre, porém, foi preciso se transformar profundamente para se encontrar na situação de convertido ao Cristo. Por isso, Jesus, na véspera do Calvário, na hora grave da última reunião com os discípulos, recomendou a Pedro que confirmasse os irmãos na fé, quando ele próprio se convertesse.


E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. Jesus em Lucas, 22.32

Essas palavras de Jesus Cristo ditas a Pedro são muito simbólicas, porque o homem que apenas se convence pode, como nos Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier: construir maravilhosos templos para o culto religioso e morrer desabrigado; orientar o combate aos inimigos da Humanidade e permanecer possuído por terríveis adversários de si mesmo; distribuir benefícios incontáveis e atingir o fim da experiência terrestre em angustiosa fome do coração; acender inúmeras lâmpadas no caminho e entregar-se à morte às escuras; receber prodigiosos dons do Céu e estendê-los aos semelhantes, persistindo em asfixiante cegueira no campo íntimo.


E Emmanuel completa dizendo que o homem somente convencido: derruba sem construir, critica sem cooperar, discute sem esclarecer, exige de todos sem auxiliar a ninguém, hostiliza o bem provável, sem edificar o bem positivo.


Emmanuel diz que é Muito perigoso convencer-se quanto à verdade espiritual pelo raciocínio, sem converter-se a ela pelo coração.


Paulo disse na segunda carta aos Coríntios: Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. Compreendemos que não é tarefa fácil rasgar os véus que ensombram a mente do homem, embaçada pela ilusão do materialismo. Só aquele que converteu-se verdadeiramente a Jesus adquire poder suficiente para desligar-se dos domínios do eu personalístico, egoísta e orgulhoso.


Lembremo-nos das palavras do Cristo: o Reino de Deus está dentro de vós. Para alcançarmos o Reino de Deus é necessário sermos instrumentos eficientes na obra do Pai, trabalhando e servindo sempre, com alegria e amor, buscando o aprimoramento intelectual e moral através de nosso próprio esforço e perseverança no bem. Sem desistir. Com disciplina e boa vontade.


Precisamos nos transformar, efetivamente, em discípulos fiéis, em cooperadores decididos e voluntários na obra do Senhor. Para isso, devemos unir o raciocínio ao sentimento. Pois assim terminará o nevoeiro da negação, da incerteza e da dúvida. O Senhor determinará e nós obedeceremos.


Não será por se maravilhar tua alma, ante as revelações espirituais, que estarás convertido e transformado para Jesus.  Simão Pedro presenciou essas revelações com o próprio Messias e custou muito a obter esses títulos. - Chico Xavier pelo espírito Emmanuel

O homem convencido consegue teorizar de forma valorosa, aconselhar com êxito, mas, nos grandes momentos da vida, sente-se perplexo, confundido, desanimado, iludido, desalentado. Porque lhe falta a verdadeira transformação para o bem com o Jesus. Para a criatura humana sentir efetivamente a vida eterna com o Senhor, é indispensável converter-se ao Cristo, através do serviço da própria redenção, corrigindo erros e enganos através do reajuste ante a Lei de Amor do Criador.


Cada um de nós será chamado a dar testemunhos. Portanto, é necessário que nos esforcemos no trabalho de aprimoramento moral e intelectual, vivenciando o Evangelho do Cristo, para que possamos nos converter. Pois, somente na condição de verdadeiros convertidos ao Senhor da Verdade, como nos diz Emmanuel, com a renovação profunda de nosso íntimo, é que estaremos habilitados para o testemunho.


Quando ouvimos aquela frase que muitas pessoas utilizam: Muitos chamados, poucos escolhidos. Essa frase quer dizer: Muitos se convencem, aceitam a ideia, porém, poucos se convertem, se transformam realmente.


O tempo urge, não posterguemos a necessidade de nossa própria transformação. Amanhã pode ser tarde.

 
 
 

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