CRUELDADE
- Lara

- há 1 dia
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A manifestação da bestialidade humana.

Estamos vivenciando no mundo todo uma onda de maldade e crueldade sem precedente na história da humanidade.
Claro que o homem, ignorante ainda dos princípios espirituais, cometeu atos de maldade durante toda a sua trajetória nesse planeta, guerras inúmeras, escravizações, corrupção, abuso de autoridade, maldades e maldades.
As guerras têm sido uma constante trágica na história humana, variando em escala e impacto. Desde As Guerras Médicas em 500 aC até os conflitos atuais, o homem ainda não compreende a necessidade de se pacificar para encontrar a paz verdadeira. O conflito entre países mais devastador em termos de vidas perdidas foi a Segunda Guerra Mundial, porém, o número de vidas ceifadas na Revolução Comunista Chinesa ultrapassa em muitos milhões o número de mortos na segunda Guerra Mundial. É a crueldade cometida contra o próprio povo.
Mas eu não quero falar das guerras, quero fazer uma reflexão sobre a maldade que presenciamos no dia a dia, em nossa cidade, nosso bairro, nossa vizinhança, no local de trabalho, e, às vezes, em nossa própria casa.
Quantos vezes ficamos estarrecidos por fatos que acontecem na casa ao lado da nossa? Com a maldade cometida contra alguém que conhecemos? Com a maldade cometida contra alguém que amamos? Será que não temos olhos para ver? Nem ouvidos para ouvir? Será que somos tão cegos que não conseguimos identificar os sinais? E, depois, ficamos espantados com o tamanho da maldade que foi cometida.
Essa maldade que vemos em nosso cotidiano, que vamos deixando passar como ser nada fosse, pois não é da nossa conta, não é conosco nem com aqueles que amamos, muitas vezes irá se transformar em crueldade.
Fatos que presenciamos e sequer temos a coragem de tomar uma atitude, afinal é mais fácil virar o rosto para o outro lado e fingir que não vimos. A agressão verbal ou física a uma criança, um idoso, ao adulto, seja homem ou mulher, que muitas vezes acontece sob o nosso olhar e, por conveniência, não nos importamos.
Há um grande problema nesse tipo de comportamento moralmente errado. Quando temos a atitude de desviar o olhar ao invés de auxiliar, aquele mal que atingiu outra pessoa, chegará, inevitavelmente, até nós mesmos.
Nossa humanidade está tão adoecida moralmente que agora passamos até mesmo a defender aqueles que cometem atos bárbaros de maldade e crueldade a título de aceitação das diferenças. Ora, a maldade não é para ser aceita por nós, é para ser extirpada de nós mesmos através da nossa transformação moral. A maldade é para ser reprovada, para ser combatida e eliminada.
Vejam as barbáries que somos capazes, como humanidade, de realizar:
O ser humano ainda mata animais por prazer, sem que haja nenhuma utilidade como a alimentação, por exemplo. Basta vermos pessoas que se dispõe a matar animais selvagens como leões, onças, elefantes, baleias e tantos outros, por pura manifestação da bestialidade que carregam em si mesmos. Ser humano preso nos seus instintos mais inferiores, que não enxergam nada além de si mesmos e da satisfação de seus desejos cruéis.
O ser humano ainda escraviza outros seres humanos, por pura maldade. Mulheres são escravizadas onde impera o fanatismo religioso dos países muçulmanos, por exemplo, onde não tem direito nem mesmo de irem ao dentista porque como elas não podem ter acesso à educação, não podem ter profissão, não são atendidas pelos profissionais masculinos, porque esses não podem tocá-las. Alias, os muçulmanos foram grandes praticantes da escravidão, por mais de 13 séculos eles foram responsáveis pela escravização de povos africanos. O antropólogo e economista franco-senegalês Tidiane n’Diaye escreve, em seu livro "O genocídio ocultado – Investigação histórica sobre o tráfico negreiro árabe-muçulmano": Embora não existam graus no horror nem monopólio da crueldade, podemos afirmar, sem risco de equívoco, que o comércio negreiro e as expedições guerreiras lançadas pelos árabes muçulmanos foram, para a África negra e ao longo dos séculos, muito mais devastadores do que o tráfico transatlântico..
Hoje, o tráfico de pessoas é dos crimes mais lucrativos do mundo. Vemos mulheres, homens, crianças sendo traficadas por vários motivos, desde o trabalho forçado até o comércio sexual. Quando se vende drogas ou armas, por exemplo, você só vende uma única vez, a pessoa traficada para o sexo pode ser vendida inúmeras e inúmeras vezes. A pedofilia acaba com a infância da criança, quebra o espírito, pois a violência não é só física, é emocional e moral. Crueldade em sua mais pura acepção.
A crueldade daqueles que governam insensatamente, querendo impor às pessoas a sua própria visão deturpada de mundo, é capaz de adoecer populações inteiras, fazendo-as sofrer. Na Europa, em maior grau, vemos uma invasão estrangeira, principalmente por mulçumanos, patrocinada pela elite governante global, que não sofre as mesmas consequências da população, que fica à mercê de criminosos que invadem seu país e tentam destruir a sua cultura, perverter os seus valores, destruindo a identidade do país.
E a crueldade cometida contra aqueles que professam uma fé diferente? Os cristão tem sido perseguidos em todo o mundo. Quantos não foram mortos ao longo da história e quantos não estão sendo mortos nesse momento por aqueles que acreditam num deus vingativo, bruto, bestializado e hipócrita? O que dizer da maldade contra aqueles que pensam de forma diferente, em outro aspecto ideológico, um aspecto conservador? Quantos não estão sofrendo com prisões injustas, arbitrárias e desumanas? Quantos já morreram por isso? E quantos mais morrerão por imposição de ideologias nefastas?
Não se pode esquecer a crueldade dos corruptos e corruptores. Aqueles que desviam recursos ou vantagens, sejam quais forem, para si mesmo em detrimento daqueles que mais precisam. Não haveria miséria no planeta se não houvesse corrupção. Essa é uma crueldade que atinge muitas criaturas com consequências perversas.
Existe a crueldade cometida dentro de casa, por pais inaptos, egoístas, narcisistas ou simplesmente maldosos que cometem todo tipo de agressão verbal, emocional e física contra os próprios filhos, incluindo aí a permissividade excessiva, o não direcionamento dos filhos para o bem, a ausência de valores morais. Vemos então a sociedade ser inundada por jovens disfuncionais, que não conseguem raciocinar e se sentem ofendidos por tudo e qualquer coisa.
Enfim, o ser humano mata por simples crueldade animais inocentes e fere brutalmente os seus semelhantes.
Poder-se-á ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição? “É o instinto de destruição no que tem de pior, porquanto, se, algumas vezes, a destruição constitui uma necessidade, com a crueldade jamais se dá o mesmo. Ela resulta sempre de uma natureza má.” - Allan Kardec, O Livro dos Espíritos - questão 752
O predomínio desse instinto de destruição, da crueldade, é que torna o homem a manifestação da mais pura besta infernal no planeta Terra.
Muitas vezes veste o homem a capa da civilização para cometer os atos mais insanos e cruéis, somente para ter seus desejos inferiores satisfeitos. Como dizem os espíritos a Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 755: "São, se quiseres, selvagens que da civilização só têm o exterior, lobos extraviados em meio de cordeiros. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar entre homens adiantados, na esperança de também se adiantarem. Mas, desde que a prova é por demais pesada, predomina a natureza primitiva.”
O homem só não pode mais alegar ignorância ou desconhecimento. Não nos tempos em que vivemos, com o conhecimento tão disponível e de modo tão facilitado. Não pode o homem alegar a falta do conhecimento espiritual, não desde que o Cristo aqui esteve encarnado entre nós e nos ensinou sobre o amor e a misericórdia, o perdão e a fraternidade. Com o advento do Cristo e da Doutrina Espírita, que nos explica aquilo que antes era dito somente por parábolas, não há como alegarmos desconhecimento das consequências de nossos atos.
Ao fecharmos os olhos para as verdades do Espírito, para a compreensão de que somos Espíritos imortais e que a vida continua mesmo após a morte do corpo físico, cometemos as mais bárbaras atitudes.
Na equação da vida não podemos nos esquecer do fator espiritual, porque nossa compreensão ficará prejudicada.
Além do túmulo a nossa crueldade exibir-nos-á, na tela da consciência, a constante repetição dos quadros infelizes de nossos delitos, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais. — Chico Xavier por Emmanuel, livro Mais perto.
A verdade é que a morte é o retrato da vida. Ninguém vira santo porque morreu. No plano espiritual encontramos a continuidade do que somos aqui no plano material.
Não há meio de fugir a essa verdade. Esses que hoje se entregam aos atos de crueldade, encontrarão, após a morte do corpo físico, a dura realidade que criaram para si mesmos. E quem se omite diante do mal praticado por outro ou permite que o mal seja praticado, também colherá as consequências de sua omissão ou permissão. Ninguém deixa de colher o que foi plantado na sementeira da vida.
Reflitamos! Não sejamos insensatos!
A escolha é de cada um de nós: nos melhorarmos agora ou daqui a milênios, através da dor e do sofrimento.
Além da Terra
Para refletirmos, deixo aqui essa mensagem esclarecedora de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, no livro Mais perto.
Além da Terra
Depois da morte do corpo: a frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade; a opinião caridosa que formulamos, acerca dos outros, converter-se-á em recurso de benignidade da justiça divina, no exame de nossos erros; o pensamento de fraternidade e compreensão, com que nos recordamos do próximo, transformar-se-nos-á em fator de equilíbrio; o gesto de auxílio aos irmãos do nosso caminho oferecer-nos-á sublime colheita de alegria.
Mas, igualmente, além do túmulo: a maledicência, a que nos entreguemos, será espinheiro a provocar-nos dilacerações e feridas; a nossa indiferença para com as amarguras do próximo aparecerá por geleira, dificultando-nos os passos; a nossa preguiça surgirá como sendo um gerador de penúria espiritual; a nossa crueldade exibir-nos-á, na tela da consciência, a constante repetição dos quadros infelizes de nossos delitos, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais.
A morte é o retrato da vida.
A verdade revelará na chapa da memória as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando, no campo da existência.
Se desejas ventura e tranquilidade, além das fronteiras de cinza, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher, nas sendas da ascensão maior.
Hoje — plantação, segundo a nossa vontade.
Amanhã — seara, conforme a lei.
Se agora cultivamos a sombra, decerto encontraremos, depois, a resposta das trevas.
Se, porém, semeamos o amor e a simpatia, onde nos encontramos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos, ditosos, nos domínios da luz.



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