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ESCOLHAS E RESPONSABILIDADES

Será que compreendemos a responsabilidade de escolher?


Toda escolha pressupõe responsabilidade de escolher e aceitação das consequências de cada escolha.

Ultimamente tenho pensado muito sobre isso. Escolhas. Será que compreendemos a responsabilidade de escolher, e será que estamos maduros para enfrentar as consequências de nossas escolhas? Ou somos ainda tão infantis, moral e espiritualmente, que somos levados pelos ventos dos acontecimentos e das mudanças, sem exercer a capacidade de raciocinar?

Claro que somos livres para escolhermos de acordo com nossa consciência. A consciência nos dá a noção existencial, nos faz perguntar: o que eu sou? de onde eu vim? para onde eu vou? qual o meu propósito? qual é o meu papel diante da vida? Essas perguntas indicam que somos conscientes e que interagimos com o mundo a nossa volta.

Além do aspecto de consciência, podemos analisar o homem sob os aspecto de inteligência, sentidos e capacidade de relacionar-se. A inteligência diz respeito a nossa capacidade de raciocinar, analisar, estabelecer relações lógicas. Os sentidos são meios de manifestação da nossa consciência bem como ferramentas de integração do homem com a natureza, com o mundo a sua volta. A capacidade de relacionar-se diz respeito a sociabilidade do homem, ou seja a sua capacidade de se integrar com a própria espécie, viver em sociedade, relacionar-se uns com os outros. Essa característica do homem de relacionar-se é o fator básico na evolução do ser, é sua condição de aprimoramento moral, emocional e intelectual.

A esses fatores devemos acrescentar o aspecto espiritual que proporciona ao homem a noção de imortalidade do espírito, a compreensão da característica transcendental da existência. Com o entendimento da reencarnação, o homem se percebe como ser espiritual, em evolução constante, compreendendo que cada experiência física é oportunidade de aprimoramento do seu espírito que é imortal e o despertamento da sua consciência. É através dos dramas da vida que despertamos lentamente para a noção de espiritualidade.

Conforme vamos passando pelas experiências da vida, percebemos que vamos acumulando medos, angústias, traumas, tristezas, infelicidades. À medida que vamos amadurecendo emocional e intelectualmente, nos damos conta que toda essa bagagem que trazemos (alegrias, tristezas, medos, traumas, alegrias…) é consequência das escolhas que fazemos durante a nossa existência. Acrescentando o fator espiritual nessa equação, entendemos que é necessário ultrapassar o domínio das experiências que, equivocadamente, achamos ser puramente materiais, e despertar para a realidade do ser consciencial imortal. Só assim alcançaremos a autorrealização e superaremos as dificuldades íntimas.

Com a compreensão de que nossas escolhas de ontem determinam o nosso hoje e que nossas escolhas de hoje definem o nosso amanhã, passamos a perceber que uma transformação em nossa vida é necessária se quisermos viver melhor. Essa transformação deve reestruturar valores e despertar a consciência do ser imortal, permitindo que façamos escolhas mais ajustadas aos princípios morais e éticos que devem pautar a nossa existência.


Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade. - Efésios 4:22-24

Lembrando que santificar-se é simplesmente depurar-se, melhorar-se buscando um estado de virtudes.

O entendimento da realidade espiritual faz com que nós percebamos a nossa própria responsabilidade diante do mundo, diante de nós mesmos, diante do próximo, diante de Deus. A nossa responsabilidade é inerente a cada escolha que fazemos. Toda escolha afeta não só a nossa vida mas toda a realidade na qual estamos inseridos.

É com a mudança de entendimento da realidade interior que conseguimos superar os limites tão acanhados do personalismo e dos desequilíbrios íntimos através da nossa transformação moral.

É através do conhecimento, do amor e do servir que vamos aprendendo a nos localizar no mundo em que vivemos e atuar, no palco da vida, com consciência de que somos responsáveis pela nossa própria evolução.



RESPONSABILIDADE


Precisamos entender como fazemos nossas escolhas.

Quais valores estou carregando em minha mente, em meu coração? Sim, escolhas são relativas aos valores que carregamos e defendemos. Assim, somente buscando evoluir e reajustar os valores que carregamos aos princípios da Lei de Amor e Justiça do Pai, Criador de tudo o que existe, é que se torna possível escolher melhor.

Escolhas melhores hoje fazem um amanhã mais pleno de alegrias, paz e harmonia.

Vamos pensar: a mesma pedra que é responsável pelas fundações de edifícios, por lindas esculturas, também é responsável por ferir alguma criatura dependendo da escolha que faço. O remédio utilizado para aliviar a dor do enfermo é o mesmo que, usado em excesso, causa dependência e vício. O fogo que utilizamos para aquecer, para cozinhar os alimentos, para afastar a escuridão e as trevas, é o mesmo que causa incêndios, só depende da escolha que faço.

Escolhas. Sempre as escolhas.

Escolher é semear no canteiro da vida, e, se a semeadura é livre, a colheita, porém, é obrigatória. Ninguém semeia urtigas e colhe margaridas.

Estamos vivendo um período conturbado, afinal, estamos no final de uma transição planetária, período de profundas transformações essenciais para o progresso da humanidade e saneamento de fatores de perturbação e desequilíbrio no planeta.

Como diz o espírito Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, no livro Encontro Marcado, nesses momentos de transformações essenciais é compreensível que a terra se pareça com uma casa em reformas. É um período de reajustamento de valores tradicionais, de reexame de todas as coisas, para que se revalidem os recursos autênticos da civilização livres de falsos conceitos de progresso para que a vida siga mais simples e mais livre, mas mais responsável e mais culta.

Lembremo-nos do divino mestre Jesus que nos alertou: "Nesse tempo, vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis odiados de todos os povos por causa do meu nome." É o que temos visto no mundo de hoje. Perseguição àqueles que professam seguir os preceitos do Evangelho de Jesus Cristo.

A responsabilidade de viver esses dias é nossa. A responsabilidade de fazer boas escolhas em todos os aspectos da vida é nossa. Compreender que a causa desses males que afligem o mundo e nos afligem, que a luta de ideias que enfrentamos, que o sofrimento pelo qual nós estamos momentaneamente passando é legitimo, que é a colheita da nossa própria semeadura ao longo do tempo.

Não há como passar por esse período sem comoção, porque as mudanças que se devem realizar no seio da sociedade são mudanças na política que comandará o mundo futuro, politica que tem toda a sua base no Evangelho de Jesus.

Devemos aceitar a responsabilidade das escolhas feitas no passado e enfrentar esse período de confusão e sofrimento sem resmungos e vitimismo.

Mas tenhamos em mente que as escolhas que fizermos hoje definirão nosso futuro para a luz ou para as trevas.

A escolha é de cada um de nós.


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