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  • Foto do escritorLara

LUZ INTERIOR

Atualizado: 27 de jan. de 2021

Acendendo nossa própria luz.





Minha avó, em minha infância, contou-me certa vez uma história sobre um aprendiz de anjo. Vou contá-la como eu me lembro:

"Havia no Céu um aprendiz de anjo que recebeu uma tarefa de seu mentor: transportar uma lamparina acesa aos locais mais escuros e sombrios da terra para levar um pouco de luz àqueles que sofrem na escuridão. O aprendiz de anjo saiu do céu e veio descendo para a terra. No caminho ele encontrou um senhor muito velhinho que lhe pediu para compartilhar um pouco do óleo da lamparina para que ele pudesse acender a sua própria lamparina que havia se apagado há muito tempo. O aprendiz de anjo, feliz em ajudar, prontamente atendeu o pedido do velhinho e seguiu seu caminho. Á medida em que descia a escuridão se fazia maior e, ele percebeu, a luz de sua lamparina atraia outras pessoas que pediam para que o bom aprendiz de anjo pudesse compartilhar um pouco do óleo da lamparina com eles. O aprendiz de anjo não pensou duas vezes e ajudou a quantos podia. Porém, em dado momento, ele percebeu que o óleo de sua lamparina estava quase no fim e ele não conseguiria cumprir a tarefa dada por seu mentor pois ele ainda estava na metade do caminho. Ele pensou um pouco e decidiu que continuaria auxiliando a todos aqueles que necessitassem de sua ajuda, mesmo não cumprindo a tarefa, afinal, como ele poderia se negar a compartilhar o óleo de sua lamparina com criaturas tão desesperançosas na escuridão do mundo? Continuou ajudando até que finalmente o óleo de sua lamparina acabou. Neste momento seu mentor, que o acompanhava sem que ele percebesse, chamou-o. O aprendiz de anjo virou-se para o seu mentor e lhe explicou que não conseguiria cumprir a missão porque não conseguiu deixar de atender as súplicas daqueles que viviam apartados da luz. O mentor, sorrindo, perguntou-lhe então: "se o óleo de sua lamparina acabou, porque você consegue me ver e ver ao seu redor?" O aprendiz de anjo, surpreso, disse-lhe: "Não compreendo." O mentor respondeu-lhe: "olhe para si mesmo, não vê que agora a luz emana de você? Quando você decidiu compartilhar o óleo de sua lamparina com compaixão e desprendimento, você se iluminou verdadeiramente. Pode ir sem medo e continuar sua missão, você não precisa mais da lamparina".


“Quem tem luz exterior caminha sem tropeçar, quem tem luz interior caminha sem ter medo de viver" - Augusto Cury

Essa história marcou minha vida. Eu cresci sabendo que se compartilharmos o que temos de melhor em nós mesmos, com amor, compaixão, desprendimento e coração sincero, acendemos nossa própria luz.



E se todos nós acendermos nossa luz?


Eu acredito, com fé e esperança, que chegará um dia em que todos nós, cidadãos deste planeta chamado Terra, conseguiremos acender nossas luzes e, todos juntos, com amor e serenidade, faremos do nosso lar cósmico um lugar bem melhor. Um lugar onde o respeito a si mesmo e ao próximo, aos animais, às plantas e à própria terra serão o nosso legado.

Então, que tal acendermos nossa luz???

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